quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dilema socioambiental: sensibilidade versus racionalidade


O historiador Keith Thomas na obra “O homem e o mundo natural” faz um interessante resgate do sentimento favorável aos animais e plantas no entremeio do século XVI e XIX. Ele diz que o racionalismo da ciência nascente elevou o homem à condição de cogitar a partir de um método que o tira do mundo das coisas, colocando-o no patamar superior ao da natureza.

O interessante é que Thomas irá identificar na domesticação de animais o espaço para uma sensibilidade nascente. Isso aconteceu com certos camponeses que não se alimentavam de determinadas criações, mesmo sendo animais para o consumo. Também o apreço por animais de estimação que cada vez dividem o ambiente urbano com as pessoas. Essa relação de proximidade reforça o sentimento é de amor e proteção, principalmente de gatos, cachorros etc.

Segundo Thomas, não houve uma espontânea percepção da dignidade e respeito para com os animais. Houve sim o alargamento do campo moral que revisou valores percebendo a capacidade de sofrer do animal, assim permitindo o intercâmbio ético natureza-homem. Inclusive, é nesse clima insurgente de sensibilidades que se se vê a própria dieta humana questionada com o reforço do vegetarianismo no ocidente, fortemente vinculado à questão moral de matar animais capazes de dor e sofrimento. Observa Thomas como é interessante que a cabeça do animal cozido ou assado tem sumido da apresentação culinária, antes era uma tradição no preparo e montagem de refeições. Muitos dos consumidores de carne não se sentem confortáveis ou com apetite diante da personificação (feições) do animal morto à mesa.

Thomas conclui que há uma questão chave nos dias de hoje para a análise dos dilemas ambientais: como conciliar as necessidades modernas para um desenvolvimento econômico e social com sentimentos e valores (éticos e estéticos) contrários ao próprio mecanismo de produção de riquezas? Para ilustra esse dilema o autor conta essa história: Uma criança alimenta-se de carne em suas refeições, é medicada com substâncias desenvolvidas à custa de experimentos com animais, assisti na televisão os apelos de proteção e amor à fauna; no fim do dia leva para a cama e dorme afetuosamente com a representação deles: os bichinhos de pelúcia.

Referência para saber mais:

THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às plantas e aos animais (1500-1800). São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

(Fonte da imagem usada neste post: companhiadasletras.com.br)



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Empreendedorismo: energia social que precisa ser fomentada



Um breve levantamento sobre as tendências do empreendedorismo, sua relevância e necessidades de integrá-lo à educação em todos os níveis. Veja:




Fonte da imagem usada neste post: http://trabzongg.org




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fenômeno das redes sociais e o arranjo em segmentações


Após o “bum” das redes sociais observa-se agora o movimento para segmentação, significando que os interesses das pessoas convergem para espaços específicos, facilitando as trocas de ideias e oportunidades que as relações podem sugerir.






Ouça meu podcast:

Redes sociais por André Aloisio Toledo



Citado no podcast:

Serviço de criação de redes sociais: Ning

Rede social para pesquisadores e cientistas: ResearchGate

“Compartilhamento sem fricção” no Facebook; aqui.

(Fonte da imagem usada neste post: pewresearch.org)